Subtenente da Defesa Civil alerta para novos temporais e orienta população a evitar áreas de risco durante enxurradas
As fortes chuvas que atingiram Araxá na tarde de quinta-feira (12) provocaram diversos transtornos em diferentes regiões da cidade. Quedas de árvores, alagamentos em vias e danos estruturais foram registrados, principalmente na região sul do município. A situação foi detalhada em entrevista à Rádio Imbiara pelo subtenente da Defesa Civil, José Márcio Aparecido Nogueira.
Segundo ele, o bairro Vila Silvéria foi uma das áreas mais afetadas. “O setor mais atingido dessa vez foi a região sul, especialmente o bairro Vila Silvéria, onde tivemos quedas de várias árvores, alguns destelhamentos e alagamentos em vias que normalmente não registravam esse tipo de problema”, explicou.
Apesar de o impacto ter sido mais intenso nessa região, outros pontos da cidade também sofreram com os efeitos da tempestade. Entre eles, a avenida João Paulo II, onde uma forte enxurrada tomou conta da via e chegou a provocar alagamento em um dos lados da pista. Também houve registro de queda de muros no bairro PEP 12.
Chuva intensa em curto período
De acordo com a Defesa Civil, o volume de chuva registrado em um curto intervalo foi determinante para os transtornos. “No primeiro instante da chuva, em cerca de 15 minutos, foram registrados 35 milímetros. Para um período tão curto é muita água, e isso acaba provocando alagamentos e enxurradas”, afirmou o subtenente.
O temporal também foi acompanhado por fortes rajadas de vento, que contribuíram para a queda de árvores e outros danos. A velocidade registrada chegou a 64 quilômetros por hora na estação meteorológica, mas a estimativa é de que em algumas regiões da cidade os ventos tenham alcançado até 80 ou 100 quilômetros por hora.
Apesar dos estragos, a Defesa Civil informou que não houve registro de feridos.
Árvores caídas e serviços afetados
Após o temporal, equipes do Corpo de Bombeiros e da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos atuaram na retirada de árvores que caíram em diferentes pontos da cidade. Ao menos seis árvores precisaram ser cortadas logo após o evento climático.
Segundo José Márcio, essas quedas ocorreram em vários locais, incluindo a avenida Ecológica e trechos próximos à antiga Arafértil, no sentido da empresa Mosaic. Em alguns pontos, a queda de árvores também afetou o fornecimento de energia elétrica, e equipes da Cemig trabalham para restabelecer o serviço.
O subtenente explicou que a combinação entre solo encharcado e ventos fortes aumenta significativamente o risco de quedas. “Estamos praticamente com cerca de 100 dias de chuvas quase ininterruptas, o que deixa o solo muito úmido. Com as rajadas de vento mais fortes, as árvores acabam perdendo sustentação e caindo”, destacou.
Previsão indica novas chuvas
A Defesa Civil também alertou que o período de instabilidade climática ainda não terminou. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), há previsão de novos temporais para a região.
O alerta indica possibilidade de chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora, ou até 100 milímetros acumulados em um dia. Para efeito de comparação, o volume total registrado durante o temporal de quinta-feira chegou a cerca de 60 milímetros.
Mais informações sobre os alertas meteorológicos podem ser consultadas no site do Instituto Nacional de Meteorologia .
Orientações para a população
Um dos pontos de atenção destacados pela Defesa Civil é a avenida João Paulo II, historicamente suscetível a alagamentos durante chuvas intensas. Imagens registradas durante o temporal mostraram veículos sendo arrastados pela enxurrada, incluindo uma motocicleta que chegou a boiar na água.
Para o subtenente, a população precisa redobrar a atenção nesses momentos. “Começou a chover forte e a enxurrada está aumentando, é fundamental retirar os veículos dessas avenidas mais baixas e evitar transitar pelo local. Ainda vemos pessoas andando ou dirigindo ali durante os alagamentos, colocando a própria vida em risco”, alertou.
Monitoramento continua
A Defesa Civil informou que segue em monitoramento permanente das áreas mais vulneráveis da cidade. Equipes continuam realizando vistorias e acompanhando pontos considerados de risco.
“A Defesa Civil não para. Trabalhamos 24 horas por dia. Ontem ficamos até tarde atendendo as ocorrências e hoje já iniciamos cedo novamente, monitorando as áreas de risco para trazer mais tranquilidade à população”, concluiu o subtenente.